19 de jul de 2013

Semana Best Friends 4ever - Livro e Filme - O menino do pijama listrado



É raro que um filme adaptado de um livro, seja melhor que o próprio livro. Eu mesma nunca achei que isso fosse possível, mas, é. E é assim com Menino de Pijama Listrado. O livro é muito bom, sem dúvida, mas, o filme é bem melhor. Mais emocionante e, pasmem: mais detalhista. O roteirista e o diretor que fizeram a adaptação, estão de parabéns.


Livro =Título: O Menino de Pijama Listrado  Autor: John Boyne  Editora: Cia. Das Letras
Filme => Título: O Menino de Pijama Listrado  Diretor: Mark Herman 

Tanto no livro, quanto no filme, a história ganha mais vida a partir do momento em que Bruno, filho de um oficial alemão nazista, conhece Shmuel, o menino judeu que vive do outro lado da cerca, que Bruno vê da janela de seu quarto. No entanto, o começo do livro é um pouco maçante, o que não é o caso do filme.

A narrativa vai ganhando mais vida, isso na página 94 de um livro que tem 186 páginas. John Boyne, narra a história de forma bem rápida. O que pode ser tanto positivo quanto negativo. Positivo uma vez que O menino do pijama listrado, é um desses livros que você consegue ler em menos de uma tarde (o que não foi o meu caso mas, enfim...). Negativo porque ele o faz tão rápido, que parece que está faltando alguma coisa. Eu não conseguiria dizer o que é, mas quando cheguei ao final, fiquei com aquela sensação de alguma coisa que está faltando.

O filme por outro lado contém mais detalhes. E o começo, não é tão monótono quanto o do livro.

Uma coisa que pude perceber, é que Boyne, deixou muitos detalhes nas entrelinhas. Tanto no que diz respeito a história individual de cada personagem, como na narrativa em geral. A mim, isso agrada, porque me aguça a imaginação e me permite escrever outra história dentro da história do autor. Outro ponto interessante, é que em nenhum momento o autor usa a palavra nazismo no livro. Isso se deve ao fato de que ele narra (em terceira pessoa), os acontecimentos sobre a perspectiva de Bruno, que não sabe o que está de fato acontecendo, não sabe sobre a guerra, nem sobre a verdade do que acontece com as pessoas do outro lado da cerca.

Na adaptação cinematográfica, as entrelinhas são mais expostas. Os diálogos, que no livro Bruno só ouve em partes, são mostrados na íntegra. E as questões políticas da época em que a história se passa, são mais presentes.

O que eu menos gostei no livro, foi a tradução. Sério, faltou intertextualidade na hora de transcrever o texto para o português. Por exemplo, ao invés de usar a palavra Führer, para se referir a Hitler, eles usam Fúria. Não sei porque raios isso. Não li muitos livros sobre o Holocausto (na verdade esse é o 3º), mas já estudei história e não são poucos os livros que fazem menção ao nazismo e usam essa palavra. Enfim, li coisas o suficiente pra ver que esta é uma palavra, que quando usada para se referir a Hitler, não é traduzida. Se queriam que as pessoas soubessem o significado da palavra, colocassem no rodapé. E tem mais, por ser criança, haviam algumas palavras que Bruno não sabia pronunciar, e ao invés de traduzirem tentando reproduzir um erro, não, escrevem a palavra correta e na linha seguinte tem alguém corrigindo Bruno, por algo que ele falou errado e que a gente nem sabe o que foi. Como nesse trecho:

" 'Tudo aqui em Haja-Vista', começou ele, mas ela o interrompeu imediatamente.
'Não é Haja-Vista, Bruno', disse Gretel com raiva, como se fosse o pior erro jamais cometido na história da humanidade. "Por que você não consegue pronunciar direito?"
pág 158

Custava ter colocado algo tipo "Haje-Vista" ou, "Haja-Vita"?!

A história d'O Menino de pijama listrado, não sobre a guerra o ou nazismo somente. Mais do que isso, é a sobre uma amizade nascida no caos, entre duas crianças. Dois meninos, que veem suas vidas mudarem completamente por algo que nem mesmo compreendem.

Essa é uma história que vale muito a pena ser lida e assistida. É amizade no seu sentido mais belo e puro.

Trailer


Bjo



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