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30 de nov. de 2015

Resenha do livro A Herdeira de Kiera Cass

Se A Escolha não foi lá um livro muito empolgante, A Herdeira é simplesmente brochante. Isso porque a Kiera Cass estava muito preocupada em escrever mais um drama romântico adolescente, do que em desenvolver bem personagens fortes, que poderiam dar algum sentido à leitura e contribuir bastante pra história. A começar pela própria protagonista do livro, que apesar de todos os seus defeitos, como ser uma pessoa extremamente mimada, tem muita personalidade, que autora insiste em transformar em defeitos e inseguranças.


Livro: A Herdeira
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte

Pra contextualizar: o clima em Ileá não está muito bom. O povo continua em conflito com a Monarquia, mesmo após a dissolução das castas. O que foi uma sacada inteligente da autora, já que afinal de contas, não é lá uma tarefa das mais simples alterar toda a estrutura de uma nação, principalmente não é fácil fazer com que todos aceitem de bom grado as mudanças. Resumindo, as castas foram retiradas, mas o preconceito ainda permanece. E é neste cenário de rebeliões e revoltas populares, que Eadlyn, filha de Maxon e América, no auge de seus 18 anos, está prestes a assumir o posto de rainha.

Eadlyn, como eu já disse tem uma personalizada forte, e tenta a sua maneira executar da melhor forma possível os trabalhos que lhe foram designados como futura rainha. Aos 13 anos começou a trabalhar com o pai, participa de reuniões do conselho, faz análise das finanças, enfim está se preparando para administrar o país e a última coisa na qual está pensando é se meter em relacionamento amoroso. Mas seu lindo pai tem a ideia brilhante de fazer uma nova seleção, onde dessa vez será escolhido um príncipe.

É claro que Eadlyn reprova totalmente a ideia, mas acaba cedendo para agradar aos pais e aos súditos (todo o ódio do povo pela Monarquia está sendo descontado nela). E com a nova Seleção, nós temos aquela mesma história do primeiro livro se repetindo. Mas com algumas coisas legais, porque Eadlyn não está nem um pouco disposta a pegar leve com os selecionados. E assim temos eliminações bem frias, algumas brigas entre os rapazes, uma tentativa de estupro e alguns romancizinhos nascendo. Até aí nada muito novo, pelo contrário, mais do mesmo. Até que algumas coisas começaram a me incomodar.

Todo mundo ao redor de Eadlyn começa a insistir para que ela se apaixone, para que encontre alguém, que amoleça seu coração, que seja mais dócil, mais delicada, feminina e mais um monte de babaquice. E isso a deixa cada vez com mais raiva de tudo e de todos. O que é bem compreensível, afinal de contas a garota está vivendo um dos momentos mais importantes de sua vida, está prestes a assumir o comando de um país, e todo mundo só se preocupa com o fato dela ser durona demais e não ter um namorado.

É tanto que a autora chega ao ponto de dizer, através da voz de seu irmão gêmeo Ahren, que o povo de Iléa gostará mais de Eadlyn quando ela estiver casada. Eu já estava afim de jogar o livro na parede, depois disso eu queria queimá-lo, mas como custou mais de R$30,00 e é de capa dura pensei duas vezes. Mas ao fim da leitura, sem muitas coisas importantes a dizer, o que eu gostaria era de falar para a Kiera Cass o seguinte:

Não Kiera Cass. Você está errada! Uma mulher não precisa de um homem para ser bem quista. Ela não precisa se casar pra encontrar a verdadeira felicidade. E quando você escreve um livro para adolescentes reforçando estereótipos como esses, você está fazendo um enorme estrago. Vocês está contribuindo para que aquela menina de 15 anos continue em um relacionamento abusivo com o namorado, apenas para parecer mais feminina, só pra agradar as pessoas que acham ela mais legal porque tem um carinha do seu lado. Você já tinha dado umas bolas fora quando exaltou os atos impensados da Marlee em A Elite, mas nesse se superou! Usou todos os clichês possíveis e ainda desconstruiu totalmente a personagem que passou três livros construindo. Sim. Porque a America que conhecemos na Seleção e a Rainha pasma e sonsa, que posa de enfeite ao lado do rei, da qual fala nesse livro não podem, nunca ser a mesma pessoa.
Olha, da próxima vez que for escrever um livro com uma personagem feminina no papel principal, pense na influência que você tem sobre milhões de adolescentes e escreva uma menina com personalidade, escreva uma personagem empoderada e diga à suas milhões de leitoras que elas não precisam tentar se enquadrar em regras bestas do patriarcado, diga que elas podem ser o que quiserem como quiserem. Diga que a felicidade é algo muito mais complexo do que um status de relacionamento, diga por favor que elas podem ser felizes como são.

Sem mais me despeço por aqui.


http://instagram.com/julienefarnez




19 de nov. de 2015

5 razões para assisitir Jogos Vorazes A Esperança O Final

Olá pessoas!

Ainda me recuperando da sessão bombástica de A Esperança O Final que assisti ontem, venho aqui compartilhar com vocês o que eu achei do filme.


Primeiramente, essa foi a minha reação do início ao fim:


É eletrizante, emocionante, é ÉPICO! 

Eu tava achando toda aquela propaganda de "nada pode te preparar para o final" meio exagero sabe?! E confesso que fiquei com o pé atrás em relação ao filme. Mas para nossa alegria foi tudo muito bem feito. Tudo lindo! Lacrando a trilogia/saga, seja lá o que for!



Pra quem não está muito situado sobre o que rola em A Esperança aqui tá a resenha do livro, e aqui a resenha da primeira parte do filme. 

Pra ficar um post mais dinâmico e facilitar a leitura vou pontuar 5 razões principais para você assistir logo o filme. 
Relembrando que Jogos Vorazes é uma trilogia escrita por Suzzanne Collins, uma trama com a melhor protagonista de todos os tempos: Katniss Everdeen. Um livro cujo público alvo são adolescente, ou young adult, mas que propõe algo muito além de romance mela cueca. Aliás o romance sequer é o foco da história, que trata mesmo é de questões políticas, tirania, política do pão e circo, manipulação de informação e de massas e por que não: protagonismo feminino. Afinal, quem dita os cursos da história nos livros são as mulheres!

Depois dessa breve sinopse/tributo à melhor trilogia que já escrita, vamos às 5 razões para você assistir A Esperança O Final no cinema.

Razão nº 1 O roteiro foi muito bem escrito, e temos um filme fiel ao livro. Eu ainda estou tentando pensar em algumas partes que faltaram, porém foi tudo tão bem construído, que tá difícil. Tivemos algumas alterações em acontecimentos na adaptação, porém se você leu o livro não vai se decepcionar. E quem não leu, não se preocupe, porque é explicado tudo direitinho. Não tem como se perder. 

Razão nº 2 As atuações estão perfeitas! 
Todo o elenco desempenha com maestria suas funções. Destaque para o Josh Hutcherson. Ele quase não tem falas nesse filme, mas suas expressões e olhares falam mais que mil palavras. De completamente insano para apaixonante, ele muda o tempo todo e sempre surpreende, até voltar a ser o Garoto do Pão que tanto amamos. Isso na medida do possível é claro. 



Razão nº 3 Ação e emoção se equilibram na telona de uma forma que contribui brilhantemente para o resultado final do filme. Assim temos diálogos, confrontos, explosões, romance e suspense na medida certa. Tudo bem enquadrado pelo diretor, deixando o espectador alerta durante todo o filme. Vai por mim, você não vai sequer piscar! 



Razão nº 4 As cenas de ação e suspense foram muito bem produzidas. Efeitos visuais de qualidade excelente, e um clima de inquietude que nos acompanha durante todo o filme. 

As cenas de suspense (que são muitas!) merecem um destaque especial. São de arrepiar e tirar o fôlego. Tipo: o que foi aquela cena dos bestantes??? Acho que tem diretor por aí que anda assistindo muito The Walking Dead. (Só pra vcs terem uma noção. Rsrsr) Sem contar que a Capital é a melhor arena de todas.

Cena da luta contra os bestantes nos túneis da Capital.

A tensão em volta dos conflitos políticos, e particulares _ porque no fundo cada personagem ali tem sua própria luta_, da trama é exposta de forma coesa, deixando claro que não é só mais um filme adolescente. Mas uma saga épica que com certeza deixará toda uma geração marcada.

Razão nº 5 Nada pode te preparar para o final! 
Assim como davam lenços no final da sessão de A Culpa é das Estrelas deviam dar no final das sessões de A Esperança O Final. Enquanto Katniss segue para o fim de sua jornada, determinada a matar Snow, muitos ficam pelo caminho. E não só os que morrem, mas ao longo da trama vemos o quanto de cada um dos personagens vai mudando. Desde a própria Katniss até até o Snow. E em sua maioria são mudanças bem dolorosas.


As mortes que quem leu o livro já sabia que aconteceriam, não foram menos difíceis de encarar. Aqui entra um spoiler. A morte da Prim foi muito fiel ao livro. Rápida! A gente não sabia se a Katniss tava sonhando, se aquilo realmente tava acontecendo, se eram alucinações... Foi tudo tão rápido. Tão triste. Boom!!! Acabou.

Ahhhhh... É muita lágrima pra pouco olho!

Eu amei o livro, amei a primeira parte do filme, e a conclusão, exceto pelas cenas finais, que fugiram um pouco do foi proposto no livro pela Suzzane Collins, foi perfeita. Acontece que no livro fica bem claro que apesar de estarem felizes, Katniss e Peeta são sobreviventes de uma guerra que mudou o curso de suas vidas, e de toda uma nação. Eles estão felizes, mas os horrores que viveram irão acompanhá-los pro resto da vida, e no filme isso não ficou muito claro. 

Na minha opinião a recuperação dois dois foi feita de forma muito limpa. O único momento em que realmente a gente vê que é tudo mais complicado do que parece é quando ela conta pro Buttercup (o gato) que a Prim morreu. Que é o momento em que ela se permite falar isso em voz alta. E cara foi de arrepiar! Até a baba dela caindo. Foi intenso, triste e conseguimos sentir a revolta e o desalento da personagem. Palmas pra Jenn que merece outro Oscar.

Se tivessem investido mais nas marcas que ficaram dos Jogos e  da guerra neles, nas outras cenas do final, acho que não ficaria essa sensação de fechamento alá Crepúsculo. Além é claro de que pra lacrar mesmo deveria ter terminado com ela cantando a Canção do Vale. Aí ninguém ia conseguir sair em pé do cinema. Haha

Trailer


A saga Jogos Vorazes mostrou a que veio desde o primeiro filme. E A Esperança O Final fechou com chave ouro. 

O tão aguardado epílogo!


Se ainda não assistiu vai. Porque é um filme derrubador de forninhos! 






17 de set. de 2014

A Droga da Obediência de Pedro bandeira faz 30 anos, e pra comemorar tem lançamento do sexto livro com Os Karas: A Droga da Amizade

Já posso morrer de felicidade?

Pois é gente mais um livro com Os Karas: "O avesso dos coras o contrário dos caretas". Tem como não ficar feliz?
Eu estou estasiada! É uma das melhores surpresas de 2014. 

Para quem ainda não conhece Os Karas é um série de cinco livros escrita pelo autor Pedro Bandeira, que começou com A Droga da Obediência lá em 1984. Depois desse primeiro livro vieram Pântano de Sangue, Anjo da Morte, A Droga do Amor e Droga de Americana. Esse última lançado no ano 2000. Vocês podem ler a resenha, completa com a sinopse de todos os livros aqui.

Se eu, que terminei de ler toda a série por volta de 2006, sempre ansiei pelo dia em que teria o prazer de ler uma nova aventura com Os Karas, imagem quem terminou lá em 2000? 

Mas enfiem depois de 14 anos e várias releituras a ansiedade acabou!

No dia 28 de agosto Pedro Bandeira lançou na Bienal do Livro de São Paulo, o sexto livro da série Os Karas: A Droga da Amizade.


Livro: A Droga da Amizade
Autor: Pedro Bandeira
Editora: Moderna
Sinopse: Como Miguel começou a Turma dos Karas? Como conheceu e por que escolheu Magrí, Crânio, Calu, Chumbinho e a americana Peggy para formar esta turma tão especial? E por que Andrade era um policial diferente, melhor do que qualquer outro? Como cada um deles demonstrou ao líder dos Karas que era uma pessoa especial, tanto pela coragem, quanto pela honestidade, pelo caráter e pelo desejo de mudar o mundo para melhor? E o que terá acontecido com eles depois de todas as aventuras que estes sete heróis viveram? Em que se terão transformado todos eles depois de adultos?

É pra glorificar de pé!



Não gostei muito dessa coisa da Peggy aparecer no livro, mas fazer que neh? Ainda não li, e nem lerei, pelo menos por enquanto, nenhuma resenha sobre o livro. É que eu não quero nenhuma influência, ou expectativa, além das minhas quando começar a leitura.


Além do lançamento do novo livro, a Editora Moderna lançou uma nova edição da série e as capas ficaram assim:



Eu particularmente gosto das capas da primeira edição. Não são bonitas e talvez nem muito vendáveis mas, tem um ar macabro que me chama a atenção. 

Essa semana Pedro Bandeira deu uma entrevista para o Portal uai, e encerrou dizendo:

"Viver sem Literatura para alimentar os pensamentos e a sensibilidade é como viver sem comida. É um tipo de morte de fome. Se não for a morte, é o desespero. E desespero se cura com colo. A Literatura é o colo em letra de fôrma."



Tem como não amar?

Para o lançamento do livro o autor está fazendo um tour pelo país, e no dia 26/09 estará em Belo Horizonte. E eu, é claro estarei lá. Não é porque consegui um autógrafo no ano passado que não vou querer um esse ano.


Kiss Bye!





18 de jun. de 2014

Resenha - Série Hush Hush - Finale + Elenco dos sonhos #2

Hello pessoas!
Aqui estou novamente resenhando o último livro de uma série sobre anjos. Chegamos à mais um desfecho romântico e quase apocalíptico (só que nem tanto) de um mundo de criaturas místicas. 

Ahh e tem Spoiler!

Tá bom de ladainha neh. Deu!

Spoiler!!!!

Livro: Finale
Autora: Becca Fitzpatrick
Editora: Intríseca
Sinopse: Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás. Hank estava morto, e seu desejo de vingança não precisava ser levado adiante. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim, e era seu dever terminar o que o pai começara — o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Destruir Patch. Nora nunca deixaria isso acontecer, então ela e Patch bolam um plano: os dois farão com que todo mundo acredite que não estão mais juntos, manipulando, dessa forma, seus respectivos grupos. Nora pretende convencer os nefilins de que a luta contra os anjos caídos é um erro, e Patch tentará descobrir tudo o que puder sobre o lado oposto. O objetivo deles é encerrar a guerra antes mesmo que ela venha a eclodir. Mas até mesmo os melhores planos podem dar errado. Quando as linhas do combate são finalmente traçadas, Nora e Patch precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixá-las destruir o amor pelo qual sempre lutaram.

♠♠♠
Eu comecei a ler Finale, parei e voltei e fui até o final. O começo é bem parado e sem ação. Continuamos com aquelas intrigas de casal com a Nora escondendo algumas do Patch e ele omitindo aqui, se esgueirando ali. Enquanto finge estar do lado dos nefilins, Nora se envolve com as artes do mal e acaba viciada. Já que essas a deixam poderosa. Só que aqui, aquilo que te fortalece também te mata. E como Patch abomina as artes do mal, ela acaba tendo que mentir pra ele. 

Eu fiquei p*ta com a Nora. Ela estava pouco se lichando para a causa nefilim. Ok. Ela não pediu pra liderar exército nenhum, aquela se quer era a sua guerra. Mas ela em diversos momentos deixou bem claro que não estava nem aí pra eles. Que por ela as coisas deveriam permanecer como sempre foram: anjos caídos possuindo os corpos de seus vassalos nefilins e fazendo com eles o que bem entendessem, desde ela pudesse viver em paz seu romance com Patch. Problemas se a vida dos nefilins e consequentemente a dela, já que é uma nefilim, fosse arruinada pelos anjos caídos. 

É tipo assim: Existem dois tipos de problemas: os seus e os meus.

Patch, continua lindo e maravilhoso como sempre mas, nesse livro aquele cara irônico e sexy que conhecíamos se mandou com promessas de nunca mais voltar. Esse lugar ficou pro Dante. Um dos braços direitos do Mão-Negra que se propõe a treinar Nora para que ela lidere os nefilins. É ele que a vicia em artes do mal. (ps: se estiver errada me corrijam. É que li faz um tempinho.)

Marcie, vai ser sempre Marcie. Acho que ela foi a única coisa boa que restou dos outros livros. Continua impulsiva e sarcástica como sempre. Ela descobriu que tem alguns poderes e não ousa em usá-los, ainda que seja na Sra. Grey. Ah o Scott também. Mas ele tá menos engraçado e sínico do que nos livros anteriores e tá mais pra um guardião super protetor, e teve um fim (palhaçada o que a Becca fez com o Scott. Não vou contar, mas é ridículo), que não faz jus à sua participação na história ao longo do livro.

O que aconteceu ao Scott foi péssimo, mas não paramos por aí. O que aconteceu com a Vee, foi completamente sem sentido. E esse eu vou contar: ela é uma nefilim. Dá pra acreditar? Nem eu acredito. Sério. Fico me perguntando se a autora realmente não sabe o que significa ou, quis ignorar mesmo o conceito de verossimilhança quando no último livro da saga resolveu que Vee seria uma nefilim. Estamos falando de uma saga. Ou seja, um livro deve se ligar ao outro. E a Vee nefiliem (eu até gostei que ela fosse uma nefilim no final, só que não faz sentido enhum pra saga) não liga com nada na história.

Eu li, li, li e nada de ação. Imaginei que Finale seria cheio de suspense e mistérios como foi Silêncio, que me deixou com os nervos á flor da pele mas, não. Um lenga-lenga daqueles e, quando finalmente a ação começa, o livro acaba. Assim como chuva passageira, que antes de cair traz os trovões e relâmpagos, escurece o céu todo, e depois de algumas poucas gotas acaba. 

Fiquei decepcionada.

Decepções à parte, temos um novo Dreamcast para Hush Hush:

Como Patch Cipriano: Aaron Johnson



Posso pedir pra embrulhar?
Acho ele lindo. Perfeito! *-* Será que finalmente temos o Patch ideal? Bem, não sei o de você mas, o meu com certeza!


Como Nora Grey: Troian Bellisario



Conheci Trioan através de Pretty Little Liars e ela é uma atriz incrível. Merece um Emmy. Além disso ela magra e alta, como a Nora.


Como Vee Sky: Ashley Benson

Pois é outra Liar. Gosto muito da Ash e acho ela perfeita pro papel de Vee. Sem contar que ela e a Trioan tem muita química em cena. E isso é de suma importância.


Como Marcie Millar: Victoria Justice


Novamente e sempre, até quem sabe apareça uma melhor.


Como Scott Parnell: Brant Daugherty
Noel hoje, Noel amanhã_ quer dizer: Scott hoje. Scott amanhã. Scott sempre.


Como Dante: Thomas McDonnell
Assim, não sei direito se ele encaixa na descrição do Dante mas, o encontrei no Google e achei bacaninha. 


E aí? Curtiram? Tem alguma sugestão pro Cast?
Conta pra gente nos comentários!

Kiss bye!




17 de jun. de 2014

Livro e filme - Divergente #ADecepção



Hellos Pessoas!
Apesar de ter ido à estreia do filme, demorei_ e muito, mas enfim tem resenha de Divergente.

Livro => Título: Divergente  Autor: Veronica Roth  Editora: Rocco
Filme => Título: Divergente  Diretor: Neil Burguer


Sinopse: Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Audácia, ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Quatro, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.

★♠★♠★♠★

Ganhei o livro de Divergente de presente de aniversário, e logo que comecei a ler tive certeza de que era muito bom e fiquei super ansiosa pela estreia nas telonas. A distopia criada por Veronica Hotts, conta a história de Tris, que é quem narra tanto o livro quanto o filme _esse é um dos pontos bons do filme: mantiveram a narração da protagonista pra explicar várias questões do enredo. 

Quando eu estava lendo o livro, já fui me preparando psicologicamente pros cortes que haveriam nas partes mais aflitivas. Por exemplo as lutas. Quem leu sabe que Hotts fez uma descrição bem feroz e realista. Quase um Game of Thrones juvenil. Mas era óbvio que a produtora, os roteiristas e o diretor não iam levar pras telonas todo o sangue e os hematomas do livro, que são muito diga-se de passagem. Enquanto no livro o treinamento na Audácia, é agonizante, cheio de suspense e tensão, no filme tudo ficou muito limpo e calmo. Um saco!

E não foi só o sangue que tiraram do roteiro não, tiraram vários personagem_ pequenos mas que eram importantes. Poxa! Cadê a Marlene, o Edward. E as mortes que no livro são heroicas e emocionantes, ficaram sem sentido e sem graça. Foi tipo "oh morreu! Que pena!"  

Pra mim o filme acabou quando apareceu aquela Christina de meio metro. Como assim??? A Christina deveria ser maior, BEM MAIOR, que a Tris e não cinco palmos menor. Sério, depois disso o filme ficou bem sem graça mesmo. Eu saí da sala frustrada. 

Inventaram cenas demais e excluíram o que era importante. Por exemplo quando a Tris luta com o Peter e fica tão machucada que vai pra enfermaria. Faltou verba pra fazer uma maquiagem decente de hematomas mas até aí tudo bem. O problema foi falarem que ela saiu da iniciação e se tornou uma sem-facção. Oi?
Pra piorar, ela dá um jeito de mesmo morrendo correr atrás do trem, quando os iniciandos estão indo pra outra prova e assim é aceita de volta. Tá tudo errado! Isso não pode acontecer. Uma vez que você vira um sem-facção, sinto muito não tem volta. Será que o diretor não entendeu isso quando leu o livro?

A evolução do relacionamento de Tris e Quatro assim como a amizade dela com os iniciantes da Audácia ficou muito superficial. E o cenário, que foço seco foi aquele? Que eu me lembre tinha quase uma cachoeira naquele lugar. Mas, o que mais me chateou mesmo, foi como fizeram a cena da morte da mãe da Tris. De repente ela levou um tiro e pronto morreu. No livro eu quase tive um colapso nessa parte. A mãe dando a vida pela filha e naquela situação, daquela forma. A Tris tendo que ponderar entre seguir em frente e deixar a mãe fazer o que tinha de ser feito, ou morrerem as duas. E no filme aquela cena péssima, sem emoção, sem nada.

E o final foi decepcionante. O que eles arrumaram com aquela luta da Tris e do Quatro. A luta foi foda. Só não entendi qual era daquele povo que não deveria estar lá naquela hora. E o que raios a Jeanine tava fazendo ali? Ficou muito desconexo sem dar o gancho essencial pro próximo livro/filme. Acabou e eu fiquei sem entender foi nada e sem o menor ânimo pra continuar com a leitura da trilogia. Tanto é que até hoje não li e continuo desanimada pra ler Insurgente e Convergente.

É isso: o filme foi uma decepção.


Pra quem não leu e ficou sem entender as facções no filme, elas são:

Abnegação:  A única facção dedicada à abnegação, esquecendo de si para o bem dos outros.  Eles acreditam em ações altruístas e alcançam a paz através da eliminação de egoísmo. Por serem incorruptíveis, são eles que controlam o governo, a distribuição de alimentos, etc. Sua cor é a cinza.

Amizade: É dedicada à paz, à bondade, ao perdão, à confiança, e à neutralidade. Foi formada por aqueles que culparam a guerra e a luta por falhas da natureza humana. Suas cores são o amarelo e o vermelho. Trabalham nos hospitais e na produção de alimentos.

Audácia: É dedicada a coragem, bravura e destemor. Ela tenta lutar contra a covardia, dando a preparação e a capacidade de agir durante o medo aos seus membros.  Os membros usam roupas pretas e possuem piercings e tatuagens. Têm também tendência a buscar adrenalina. São responsáveis pela segurança (são o exército dessa nova ordem). Sua cor é preto.

Erudição: São os pesquisadores e professores da cidade. Todo serviço que requer conhecimento específico (sistemas de informação, educação, invenções, ...) são responsabilidades deles. Essa facção tem sede de conhecimento e poder e vivem em conflito com a Abnegação, pois acreditam que eles não são tão altruístas como aparentam. Sua cor é o Azul.

Franqueza: São o setor judiciário, por oferecerem líderes confiáveis e seguros. A rixa com a Amizade se deve ao fato de que para ser amigável sempre, é necessário um pouco de falsidade, e eles falam sempre a verdade doa a quem doer. Suas são cores preto e branco.


Trailer: 

Ahhh! O filme tem uma coisa positiva: a trilha sonora, que além de boa combina perfeitamente com as cenas.


Kiss Bye!